Blog do Aramis

Um pequeno espaço de crônicas, sobre vida, amores, desamores, amizade, fraternidade, bom, tudo que é básico na vida de um mosqueteiro..rs

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Falar, Sentir, Eternizar

Quero dizer que te amo, mas ao falar

Quero ser sincero, mas serei

Sincero contigo ou comigo?

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Quero dizer que te gosto, mas gostar

Eu gosto de caminhar, gosto do luar

Gostar é fácil, tão fácil quanto falar.

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Quero algo, mas o que seria

Seria algo nobre, algo vazio

Seria algo? Enfim o que quero dizer.

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Na verdade não direi nada

Quero ao te olhar poder-me ver através dele

Quero que através de meu olhar você me desvende.

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Não precisamos das palavras

Temos algo a mais

Nossas almas que se conectam

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Nossos espíritos que se falam

Por isso não direi que te amo

Pois falar é fácil demais

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Por isso teremos algo que perdure

Pois o que vem do olhar o que vêm da alma

Não acabará facilmente e não dependerá de palavras.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Mosqueteiros

Fazia um bom tempo que eu não escrevia, creio justo me justificar, alias, meu amigo e irmão André Carpes vive me cobrando a postagem de meus textos, e também quando comprarei meu narguile.

Quanto aos textos espero me redimir voltarei a escrever, menos do que esperava, pois tenho que me preparar para as provas de proficiência para passar no mestrado e já visualizei 10 textos espertinhos que terei que trabalhar até outubro. Mas são coisas da vida e futuro acadêmico, assim sendo, o sacrifico de hoje é o sossego do amanhã.

Já na questão do narguile.... ainda estou a refletir, pois, o Governo Paulista decretou a Lei anti-fumo, que bem ou mal, vetou um dos divertimentos do narguile, levar pro boteco e ficar fumando com os colegas, o segundo motivo, foi não ter encontrado mais o que eu queria, perdi a chance de comprar no mês de fevereiro e agora não sei se acho mais. O que ainda me motiva é ter este relicário oriental para aproveitar em meu futuro lar, cujo projeto elaborado por meus pais é realmente muito bom, e tenham a certeza de que teremos brevemente uma “open house”.

De qualquer forma, acredito que passados alguns textos seria justo apresentar os mosqueteiros e o começo deles, pois é clara a necessidade de explicar o porque desta nomenclatura numa época como a nossa.

Sinceramente não me lembro quem foi o mentor intelectual destas definições de mosqueteiros, se foi um, ou se foi um consenso, apenas sei que surgiu quase ao final de 2000, onde inicialmente existia a ACABAS, ACASP e ACESP.

Vocês devem estar se perguntando o que significam estas siglas, mas considerando que já se passou tantos anos, melhor deixar elas na memória de quem as viveu. Quem sabe um dia com um FOIA (Freedom Of Information Act), eu ou alguns podem pensar em contar algo a respeito delas.

De qualquer forma, num abril de 2000, em São Caetano após um acalorado debate, e como de praxe numa mesa de bar comemorávamos ser os percussores da “9 de Julho”. Ali algumas amizades ficaram muito fortalecidas, e em comum existia um espírito de seriedade, de diversão e em especial na busca de ladies.

Ali entre uma historia/estória e outra percebemos as indiadas comuns que cada um fazia, e logo na mesma época uns filmes de mosqueteiros voltavam a tona nas locadoras, cinemas e tvs.

Logo cada um identificou no outro uma característica dos três principais mosqueteiros, Antonio foi colocado na casa de Athos, pois além de ser ranzinza...rs era o que tinha filho...rs, Maida foi colocado na Casa de Porthus, pois nenhum outro poderia lembrar tanto as peripécias deste mosqueteiro em tomar algumas e arrumar pequenas bagunças, e a mim ficou marcado Aramis, não por ser o mais religioso, mas por ser o mais cara de bom moço...rs. Ah! Sim sem d´Artagnan, pois este ficou para aquele mais jovem que começasse a sair conosco nas peripécias noturnas e diurnas.

Tive então a chance de ler o romance inteiro e sem cortes o livro “Os Três Mosqueteiros” de Alexandre Dumas, e realmente com todos os detalhes, nossas escolhas não tinham sido erradas.

Posso dizer dos outros dois mosqueteiros, bem como de todos aqueles que empunham as armas conosco nas batalhas por ai, são os irmãos que pude escolher numa época turbulenta que passamos todos. E creio que é por causa disso, das dificuldades que aprendemos a justar, sorrir, entristecer, cair, levantar, continuar e por fim nunca desistir.

Apresento assim os mosqueteiros, pois mesmo tendo uma capa de seriedade em muitas de nossas atividades, sempre tivemos aquela pequena parte avermelhada para nos lembrar de que mesmo na seriedade devemos manter a alegria e a juventude.

Chevaliers Salut!!