Blog do Aramis

Um pequeno espaço de crônicas, sobre vida, amores, desamores, amizade, fraternidade, bom, tudo que é básico na vida de um mosqueteiro..rs

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um feriado para relembrar

É interessante como são nas coisas mais simples podemos ver a grandiosidade da vida, digo isso ao pensar que nunca será o carro mais caro, ou a maior casa que moraremos, ou quanto tenhamos em nossa conta bancária.

Creio que todos aqui trocariam estas coisas aparentemente grande por acontecimentos cotidianos, penso naquele abraço de pai e mãe que parecem nos proteger do mundo, imagino a alegria de se ter o filho nos braços pela primeira vez, seja aquela primeira nota alta que tiramos e o orgulho que demos a nossos familiares, penso no carinho que recebemos de quem gosta e se importa conosco e na verdadeira amizade e no verdadeiro amor. Não vejo como colocar um preço nisso, nao vejo como podemos tratar tais grandiosidades como se fossem ações da bolsa, ou seja, quando estão em alta ficamos, e quando estão em baixa vendemos o mais rápido que pudemos.

Sei que tenho verdadeiros amigos, sei que tenho verdadeiros amores, e sei acima de tudo que não se pode colocar um valor e nem um tempo nestas coisas, por isso que a paixão as vezes é um risco alto, ela pode caminhar ao amor ou ao comodismo, as vezes queremos tanto crer numa coisa, queremos com tanta vontade que fechamos nossos olhos para o que merecemos. Nesta semana que passou, escutei uma frase ser repetida algumas vezes, com um som um pouco forçado não querendo que eu acreditasse nas palavras ditas, mas como se a pessoa quisesse mais que tudo crer no que era dito.

Será que é isso que nos motiva, as vezes deixar as coisas simples de lado por aquilo que pode parecer pequeno, ou simples demais? Será mesmo que é isso que buscamos? Será que mercemos viver em nossas proprias ilusões? Será que nossas ilusões serão suficientes quando estivermos cansados, ou quando estivermos a quilometros de distância de quem se importa e assim deitados no chão frio estaremos apenas com o que sobrou de nós.

Posso independente disso refletir, e olha que este ano de 2008 tive tempo e fatos para reflexões, e ao final concluir o que quero para mim, e como comecei este texto não quero nada grandioso, desejo apenas um lugar onde os raios do sol me aqueçam, quero um lugar onde eu sinta o cheiro da chuva, quero um lugar onde ao anoitecer o manto do luar me cubra e me mostre quão pequeno eu posso ser, e ao mesmo tempo me lembre que mesmo pequeno tenho o privilégio de estar ali, quero ao amar não projetar minha metade da laranja, pois aprendi nestes meses a ser uma laranja inteira, e que busco um morango em minha vida, para juntos termos um suco de laranja com morango que certamente serão muito melhor do que apenas um sabor de laranja.

Digo então que é na ausência, na dificuldade, em nossos problemas que podemos nos definir nas pessoas que somos, muitos quebrarão, se desesperarão, entre outros fatos trágicos, mas alguns, terão a oportunidade de crescer mais, de se fortalecer, de aprender que as respostas não estão lá fora, mas sim dentro de nós, e dos muitos nós que podemos ser, pois será em cada experiencia, simples ou complexa, em cada amigo ou inimigo, em cada amor e desamor, e em cada viagem ou reclusão, que teremos estas chance de em cada uma dessas pessoas, em cada um desses lugares, em cada um desses sentimentos, sentir nosso verdadeiro eu, nosso verdadeiro sentido de vida, nossos objetivos, e neles acreditarmos em sermos mesmo que por alguns instante grandes, independentemente disso ser para todos os demais, grandioso ou um simples ato.

Athos, Porthus e Aramis eram fidalgos, seus nomes verdadeiros ficaram em segredo com o Capitao de Treville, todos tinham em comum alguma história envolvendo um amor, Athos que descobriu o crime de sua esposa e a condenou a morte, Porthus, um capitão corsário ao serviço do Rei, teve sua esposa abduzida por piratas mercenários e nisso se voltou à festar e a mulheres sem compromissos, e finalmente Aramis, que não pôde ficar com seu amor, que preferiu cumprir obrigações de alta nobreza, a ficar com aquele simples nobre, que tinha apenas um pouco de terra e um titulo.

Todos assim largaram seus títulos, suas vidas tranquilas e foram ao combate, e o bom, é que todos sempre tiveram, tem e terão seus encontros e desencontros.

Até semana que vem

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