São Crispim e mais algumas balelas
Cabe-me aqui escrever algumas linhas, pois uma página sem atualização esta fadada à morte..não é mesmo?
De qualquer forma, não escrevi antes pois passei um final de semana um pouco que cansativo, proveitoso, mas cansativo, dei-me o direito de pausar um pouco das coisas que faço em homenagem à este direito inalienável, a preguiça....considerada um pecado capital por Dante, eu discordo, pois as vezes após um trabalho árduo quão bom são os poucos momentos preguiçosos nos quais pausamos nosso agito e fazemos ou pensamos em coisas totalmente aleatórias e que geralmente empregam o mínimo de calorias de nós, seja para o esforço físico ou seja o mental.
Bom se até Deus ou o Pai Celestial, ou o Grande Arquiteto do Universo, ou como queiram chamar esta energia criadora de tudo pausou seu trabalho no sétimo dia, por que nós suas imagens e semelhanças não poderíamos também.
Alias, ultimamente ando ficado menos tolerante do que fui durante boa parte de minha vida, ou melhor, quase toda ela, minha amiga Magda discordará dizendo que eu possivelmente sou o único doador de coração vivo neste planeta, mas lá no fundo ela sabe que tenho bom coração.
De qualquer forma, reli dois textos, pouco conhecidos de nós no Brasil, acredito por serem de origem “anglo-norteamericana”, o primeiro trata da batalha ocorrida no Dia de São Crispim no qual o Rei Henrique V faz um discurso para seus soldados, 15 mil, que sem previsão de reforço irão ao amanhecer enfrentar 50 mil soldados franceses, o qual escrevo aqui o trecho que mais me marcou: “O bom homem ensinará esta história ao seu filho, e desde este dia até o fim do mundo a festa de São Crispim e Crispiano nunca chegará sem que venha associada a nossa recordação, à lembrança do nosso pequeno exército, do nosso bando de irmãos; porque aquele que verter hoje seu sangue comigo, por muito vil que seja, será meu irmão, esta jornada enobrecerá sua condição e os cavaleiros que permanecem agora no leito da Inglaterra irão se considerar como malditos por não estarem aqui, e sentirão sua nobreza diminuída quando escutarem falar daqueles que combateram conosco no dia de São Crispim.”.
O Segundo texto, foi o da Declaração de Independência dos Estados Unidos, sendo que sem muitas delongas me acerta em cheio ao determinar que todos aqueles homens idealistas buscaram para todos seus pares uma finalidade maior, que transcende a liberdade, fraternidade, igualdade, que é a busca pela felicidade, pois todos juntos na mesma busca mesmo com suas individualidades certamente chegarão a ideais como estes, mas que de qualquer forma esta busca nunca será simples, e nunca terminará.
Assim olhando que se buscamos enfim nossa felicidade e aos que estão ao nosso redor, e que sem uma luta, sem garra, jamais conseguiremos atingir um passo de cada vez, ficaremos abandonados no turbilhão da duvida e da incerteza. E devemos aprender que neste caminho devemos ver que em muitas histórias uns poucos crentes vencerão alguns muitos, não por serem melhores, mas porque acreditaram que poderiam vencer, e mais do que isso que nunca devemos esquecer destes “irmãos” de batalha, de alegria, de choro, de animação e de decepção, pois aquele que verter sangue comigo no dia de São Crispim, por mais vil que seja se tornará meu irmão.
Resta então deixar um pequeno poema de Lord Tennysson que traduzi livremente, e o qual decorei, sendo sempre uma inspiração para os momentos em que a esperança parece ter sumido. Espero que ele os ajude tanto quando me ajuda nestes horas.
“ Venham amigos,
Venham comigo procurar um mundo mais novo,
Minha meta é navegar além do por do sol.
Embora não tenhamos mais força
Que movimentava Céus e Terra.
O que nós somos, nós somos!
Uma boa índole de corações heróicos.
Enfraquecidos sim pelo tempo, mas fortes na vontade
De procurar, achar, lutar e não ceder”.
Lord Alfred Tennysson
Venham comigo procurar um mundo mais novo,
Minha meta é navegar além do por do sol.
Embora não tenhamos mais força
Que movimentava Céus e Terra.
O que nós somos, nós somos!
Uma boa índole de corações heróicos.
Enfraquecidos sim pelo tempo, mas fortes na vontade
De procurar, achar, lutar e não ceder”.
Lord Alfred Tennysson
Despeço-me de vós esta semana onde se aproxima um feriado, mas segunda que vem espero dividir mais algumas poucas linhas.


2 Comentários:
Às 18 de novembro de 2008 às 18:40 ,
Dal Molin" disse...
aprendi uma grande lição no final de semana: quando der vontade de trabalhar, vá à barra de são miguel e tente contar até 10... verás que antes de terminar de contar a vontade terá passado! rsrsrs e viva a preguiça \o/
Às 19 de novembro de 2008 às 14:51 ,
Anônimo disse...
Doador????
Qu0e doador nada!!! Vc vendeu no Mercado Livre hehehe
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